A violência de Genocyber.

Eu queria ter tido a sorte de ter ligado a minha TV no exato dia em que foi exibido anime mais violento da história da TV brasileira, na Rede Manchete. Naquela época, eu só gostava de coisas como Kamen Rider Black RX, Jaspion, Yuyu Hakusho (Manchete), Dragon Ball, Fly (SBT), entre outros. Opções não faltavam na nossa televisão. 
Mas tudo bem, o tempo e a internet nos trouxe de volta tudo aquilo que havia se perdido.
Recentemente, pude acompanhar o violento e excepcional, Genocyber. Muitos dizem que a sua violência é gratuita, seu enredo é mal explicado. Alguns dizem que só primeiro OVA que é bom. Eu discordo. Não sei exatamente porque mas Genocyber é uma das maiores animações que eu já assisti. Não importa quantas vezes eu assista, sempre acho legal. Talvez o seu ponto mais alto esteja exatamente naquilo que mais condenam: a violência. O anime é realmente bem pesado. Aqui a morte não é apenas o fim, e sim uma agonia intensa, uma dor insuportável, algo que você jamais imaginaria presenciar, quanto mais viver. Tudo é muito bem detalhado e animado. As vezes, o anime parece causar mais aflição do que algo real, justamente por mostrar toda a fragilidade do corpo humano através de desenhos.  
Genocyber pode não ser o filme onde mais o sangue jorra, ou onde mais as pessoas são torturadas. Na verdade, não tem tortura, não tem terror psicológico, nada disso. Mas então porque, ainda assim, quando o assistimos, temos a sensação de estar vendo algo extremamente violento? Talvez a resposta esteja na sua trilha sonora. A trilha de Genocyber consegue transmitir um sentimento de agonia, como se algo estivesse para acontecer, mas ao mesmo tempo uma incerteza, uma angústia. A vida já não é tão importante, apenas a busca pelo poder é o que vale. Se atualmente o mundo já é assim, imagina no futuro? O anime nada mas é do que uma distopia, um retrato do futuro que realmente pode acontecer.  Nos faz pensar que a humanidade já passou por tanto caos, tantas guerras, tanta violência que já não tem mais nada de novo pra acontecer. O fim não é só eminente, é natural.





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